Mitos de relacionamentos

A sociedade é cercada de mitos e tabus sobre os relacionamentos amorosos. Aquelas frases feitas, aqueles conceitos que são passados pela cultura, de mãe para filha e sempre dita pelos amigos. Mas não sabemos o que é realmente verdade nestes “conselhos amorosos”.

O “amor à primeira vista” é um dos mais famosos deles, e, de acordo com a sexóloga e neuropsicóloga Sônia Eustáquia, o amor à primeira vista pode ser traduzido em: mistério, sedução e admiração. “As palavras fogem, o ritmo do coração acelera, o olhar parece hipnotizado por aquela pessoa específica. Qual a explicação disso? Não há. Pode acreditar, o amor bate à porta. É importante saber que o primeiro momento é pleno e carregado de paixão, trazendo uma sensação de que não falta nada. Entretanto, o amor é colocado à prova pela falta e quando o casal depara na vida real com o que ela não pode oferecer, surgem os conflitos, evidenciando as diferenças fundamentais do relacionamento. Mesmo assim, acredito que amor à primeira vista existe e é encantamento puro, um momento de plenitude que vai se acalmando e serenando, e que se deixar aparecer às diferenças, ele se solidifica com a construção de uma nova forma de amar. O amor como um sentimento bom de estar feliz e principalmente de fazer o outro feliz”, afirma.

Outro mito muito popular é de que o sexo piora com o passar do tempo e, para Sônia, não tem como afirmar isso. “Eu trabalho com casais há 35 anos, e já vi de tudo. O que mais me impressiona é que numa boa relação amorosa o sexo tende sempre a melhorar e não piorar. O casal vai adquirindo mais e mais intimidade, e isso só faz melhorar. Existem pessoas que pioram primeiro na relação amorosa, então a relação sexual piora por causa disso. Estou falando da qualidade das relações sexuais, porque quanto à quantidade é normal que diminua com o tempo. Essa questão também obedece à subjetividade humana e não existe uma regra geral, que contemple a todos”, diz.

E o mais comum de todos, a questão do ciúmes. Afinal, ele é ou não sinônimo de amor? Para a sexóloga ele não é. Ciúmes pode ser pura insegurança, baixa autoestima ou problemas pessoais diversos. Principalmente quando a desconfiança em relação à outra pessoa é sem razão lógica. A insegurança quando motivada por possibilidade de traição ou deslealdade também pode ser chamada de ciúmes e não de excesso de amor ou coisa parecida. O ciúmes costuma doer muito e pode inclusive acabar com uma relação duradoura. O amor é confiança, lealdade, fidelidade, companheirismo, cumplicidade, intimidade etc. Portanto, não tem nada haver com o ciúmes.

No campo da sexualidade e principalmente dos relacionamentos amorosos os mitos vão estar sempre presentes, portanto Sônia afirma “o conhecimento é um bom caminho; por isso ler, viajar, conhecer pessoas e lugares novos pode ser uma grande saída. Uma psicoterapia também pode abrir muitos horizontes das possibilidades pessoais,  tanto no sexo quanto em outras áreas da vida, e acima de tudo ter respeito pelo outro é fundamental”.

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